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Instituto Jacques Maritain do Brasil

Monografias

I CONCURSO NACIONAL DE MONOGRAFIAS - 1999
6° lugar - categoria universitária

Introdução
Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Conclusão

O trabalho do Menor
e o direito à educação
Alexandre Wodevotzky

    Estudos feitos revelam a nós que a taxa de menores que trabalham nos centros urbanos decresce com a escolaridade entre 1 a 4 anos completos.

    Diferente é na zona rural, onde decresce, com a idade, com diferenças muito maiores do que as da área urbana.

    Devido ao fato de a taxa de participação nas escolas, nos centros urbanos, serem maiores, surge a atração do mercado de trabalho, a qual irá também se exercer sobre a criança e o adolescente.

    Dados fornecidos pelo PNAD/95 mostram-nos que temos, entre crianças de 5 a 9 anos que trabalham, 45,5%, entre as que não trabalham, 50%. Já as que trabalham e vão à escola, 78,1% e as que não trabalham e também vão à escola, 80,6%.

    Para as crianças de 10 aos 14 anos, o percentual dos que sabem ler e escrever e trabalham é de 79,9%; para os que não trabalham e sabem ler e escrever, temos 92,4%.

    Mas, o que mais nos surpreendeu foram os dados das crianças que trabalham e freqüentam escolas, que é de 77% contra 92,7% dos que não trabalham, mas também freqüentam escolas.

    Gráfico 8 - Distribuição das crianças que trabalham e não trabalham, segundo a alfabetização, por faixa etária (5 a 9 anos)

    u6_graf8.gif (4356 bytes)

    Fonte: PNAD/95

    Gráfico 9 - Distribuição das crianças que trabalham e não trabalham, segundo a alfabetização, por faixa etária (10 a 14 anos)
    u6_graf9.gif (5037 bytes)

    Fonte: PNAD/95

    Gráfico 10 - Distribuição das crianças que trabalham e não trabalham, segundo a freqüência à escola, por faixa etária (5 a 9 anos)

    u6_graf10.gif (4926 bytes)

    Fonte: PNAD/95

    Gráfico 11 - Distribuição das crianças que trabalham e não trabalham, segundo a freqüência à escola, por faixa etária (5 a 9 anos)
    u6_graf11.gif (5531 bytes)

      Fonte: PNAD/95

    Estes dados só vêm a confirmar o que os educadores de nosso país denunciam: que o trabalho infantil compromete o desenvolvimento psicossocial da criança, reduz, pelo cansaço, a capacidade de concentração da criança, traz-lhe riscos para a saúde, conduz ao absenteísmo eventual, provoca os baixos índices de freqüência escolar e os elevados índices de repetência.

    O maior problema de todos esses é fazer com que a criança permanece na escola e, assim, pare de trabalhar. A evasão escolar ocorre no País devido ao baixo nível de nossas escolas, tendo ensino precário, problema este que o Ministério da Educação está resolvendo aos poucos, elevando o nível de ensino do País, como já vimos.

    No entanto, existe outro caso, que é o trabalho precoce exercer influência sobre a escolaridade obtida. "Trabalhar hoje pode viabilizar o estudo de amanhã." (Internet)

    Um exemplo claro da necessidade de se trabalhar para ajudar no ensino são as crianças na faixa etária de 12 a 24 anos que ingressam em uma escola profissionalizante, onde terão de aprender a prática e estarão atuando na condição de aprendizes, como previsto na CLT e nas condições já vistas por nós. "O trabalho é experiência que potencializa a educação futura." (Internet)

    Devemos tomar esta ultima colocação com uma ressalva, pois o trabalho da criança está aliado ao ensino profissional; portanto, qualquer outro tipo de trabalho, não aliado ao ensino, só virá prejudicar sua formação e não lhe trará melhoras futuras.

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