I CONCURSO NACIONAL DE MONOGRAFIAS - 1999
6° lugar - categoria universitária
| Introdução Capítulo 1 Capítulo 2 Capítulo 3 Capítulo 4 Conclusão |
O
trabalho do Menor |
EDUCAÇÃO
1)
O que é Educação e sua importância
Existem várias definições sobre Educação, mas, para um apontamento geral, fomos ao dicionário e retiramos a seguinte conceituação: "Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança (grifo nosso) e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social" (FERREIRA, Aurélio B. H.).
Não poderíamos deixar de citar uma definição de Jacques Maritain em seu livro Rumos da Educação: "...a tarefa da educação é primeiramente formar o homem, dirigir o desenvolvimento dinâmico pelo qual ele vem a ser homem". Na leitura do livro, pudemos observar a educação em um momento lato, um estrito e um terceiro que engloba a formação do adulto junto à da juventude. O momento lato atua no processo de formação do homem, guiando-o em sua realização. É no momento estrito que se encontram as tarefas específicas das Escolas e das Universidades.
A criança, sendo bem educada, terá no seu futuro um melhor desempenho, tanto profissional como intelectual. Irá se tornar uma pessoa emocionalmente equilibrada, ou seja, apta a exercer sua função na sociedade e a sustentar-se.
É por isso que o ensino básico se tornar fundamental; mas, só isso não será suficiente após essa fase de educação inicial. Não devemos tomar por linha alguns ramos da Filosofia que pregam que tudo pode ser o homem a medida de todas as coisas, como os sofistas, assim como não nos devemos ater somente ao que nos é ensinado nas escolas e universidades. Devemos estimular as pessoas a pesquisar cada vez mais, para que o ensino e as descobertas não parem, pois é graças aos estudos científicos que hoje se tem, por exemplo, a cura de muitas doenças.
Jacques Maritain divide o assunto em seu livro em duas esferas: uma educacional e outra extra-educacional. A Educacional envolve aquelas instituições encarregadas de ensinar: escolas, universidades, a família. Já a Extra-educacional envolve o aprendizado com a vida, no trabalho, com os amigos, com as leis, com o amor.
2) Direito à Educação
O Direito à Educação é encontrado em nossa Constituição Federal nos Artigos 6º e 205º. Tais artigos inscrevem-se entre os que legislam sobre direitos fundamentais do homem. O que faz com que a educação se torne um direito é a frase: "educação é direito de todos". A legislação inclui as competências do Estado e da família.
Nossa Constituição reconhece que a educação é um direito plenamente eficaz e de aplicação imediata. O ensino será obrigatório e gratuito, sendo ministrado em estabelecimentos públicos oficiais (Artigo 206 e incisos).
No livro de José Afonso da Silva (p. 766, 13ª edição) é citado um trecho do educador Anísio Teixeira que explica a importância da gratuidade do ensino: "Obrigatória, gratuita e universal, a educação só poderia ser ministrada pelo Estado. Impossível deixá-la confiada a particulares, pois estes somente poderiam oferecê-la aos que tivessem posse e daí operar antes para perpetuar as desigualdades sociais que para resolvê-las".
A gratuidade do ensino é um ponto tão importante que está transcrito no Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (a qual foi subscrita pela nossa Constituição). Não é somente o ensino básico e o médio que são obrigatórios e gratuitos, como expressa o Artigo 208, I e II, da Constituição Federal. O inciso V abre uma lacuna para a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino superior, universitário. Isso faz com que o Estado, se não possui vagas suficientes em suas universidades, deva assumir a responsabilidade de pagar uma universidade particular, pelo menos para aqueles que o necessitam pessoas de baixa renda.
Como vimos, o direito à educação é de todos, mas não podemos esquecer que a criança tem prioridade nesse direito.
3) A Educação atual do País.
A Educação, em nosso país, tem uma grande caminhada a percorrer, até atingir seu ideal. Ela é considerada como a chaga nacional, que tem, como grande conseqüência, a miséria dos brasileiros.
O MEC (Ministério da Educação e Cultura) é o órgão responsável pela melhoria do ensino no Brasil. Para muitos, está conseguindo revolucionar a educação nacional, tanto no ensino fundamental, que vai da 1ª à 8ª Série, como no superior, com a meta "A Universidade Rumo ao Século XXI".
No ensino fundamental, ao que parece, um projeto muito simples obteve grandes resultados.
Está sendo criado o Fundo de manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério o "Fundão". Isto consiste em 15% da receito dos Estados e Municípios, os quais serão obrigatoriamente revertidos para o ensino fundamental. Com a criação do "Fundão", houve um certo aumento dos salários dos professores em vários pontos do País e inclusive no Nordeste.
Nunca, em nosso país, havia antes ocorrido uma avaliação dos livros utilizados em sala de aula. Agora, é determinação do MEC realizar-se a avaliação dos livros didáticos todos os anos. Em pesquisas feitas em 1996 e 1997, constatou-se que o nível do conteúdo didático das obras adotadas subiu mais ou menos 20%, entre quatrocentas livros avaliados.
Com a criação da TV Escola, o MEC visa aperfeiçoar o treinamento de professores.
A avaliação dos alunos não se prende somente ao ensino fundamental, mas, isto sim, está sendo aplicada em todos os níveis: fundamental, médio e universitário. É uma forma de avaliar o nível de ensino das escolas e institutos de ensino.
Combate-se a repetência e criam-se novas vagas, além do ensino técnico e novos currículos, implementando-se, ainda, a municipalização do ensino fundamental, entre outras medidas. De acordo com o professor C. M. Castro, "a política educacional de hoje é a mais consistente das últimas décadas" (Veja, 1544). A prova disso foi a vitória conquistada com o aumento da taxa de freqüência ao ensino fundamental, que dobrou nas últimas décadas e hoje atinge 93% da população entre os 7 e 14 anos e 26% entre os 15 e os 17 anos de idade. O grande desafio é manter essas crianças nas escolas estudando.
Grafico 1 - Mais criança na escola

OBS dados de 1960, para o 2o
Grau, não disponíveis
Para o 1o Grau Matriculados (em % da população dos 7 aos 14 anos)
Para o 2o Grau (em % da população dos 15 aos 17 anos)
Fontes: Seec/Inep/MEC/Veja
Com as mudanças elaboradas pelo MEC, ocorreu também uma queda na taxa de analfabetismo, para menos da metade, no período entre 1960 e 1996: permanece analfabeta 15% da população acima de 15 anos. Mesmo assim, continua ainda a taxa brasileira sendo a maior entre os países vizinhos, só ganhando da Bolívia, que tem 17% da mesma população.
Grafico 2 - Primeiras letras

População acima de 15 anos
Fonte- IBGE
Grafico 3 - Saldo Negativo

Analfabetos com mais de 15 anos
Fontes: UNESCO/IBGE
Feita essa verdadeira evolução no ensino fundamental, o Ministério da Educação, avaliando os índices de pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, resolveu propor uma reforma também par o 2º Grau ou ensino médio.
Os índices chocavam. Entre os 429.775 jovens que terminaram o 2º Grau no ano passado, somente 31,5% queriam ingressas em uma faculdade. Isto nos permite ver a necessidade de uma reforma em nosso ensino médio, a qual está sendo esperada para o ano que vem.
O ensino médio, a partir de 1999, terá a função de realizar a formação geral do aluno; elimina-se, assim, a limitação do ensino voltado exclusivamente para a preparação às universidades e profissionalização. Terá um aumento de duração de horas de aula, de 720 h para 800 h anuais, e de 180 dias letivos para 200 dias letivos.
Já o ensino superior teve sua reforma um pouco complicada pela criação do chamado "Provão", no seu início. Houve muita briga, movimentos estudantis e até mesmo de professores contra sua realização, como ainda há. Mas, hoje, depois dos dados alarmantes revelados pelas notas de avaliação obtidas pelas faculdades e universidades do País, pode-se perceber, na opinião de muitos, o quanto foi e é necessário o Provão". O "Provão" não serve somente para avaliar o aluno: é também feito para avaliar a instituição de ensino superior. Além de verificar quanto o aluno aprendeu, irá averiguar as condições do aprendizado, como: qualidade de professores, quantos mestrados e quantos doutorados possui a escola, as condições de sua biblioteca, laboratórios e equipamentos para o ensino, e muitos outros itens. O "Provão" serviu para fiscalizar o ensino superior, tanto público como particular, serviu para "chamar nossa atenção para a qualidade do ensino" (Amiltom Vallandro Marçal, professor da PUC/RS).
Pudemos perceber que o MEC está no caminho certo para melhorar o ensino em todos os seus graus; para isso, devemos ter paciência para vermos os resultados, que só ocorrerão a longo prazo.
Figura 1 - Estrutura do Sistema Educacional no Brasil
0 a 6 anos Educação Infantil |
Ministrada por estabelecimento de ensino regular ou por instituição especializada | |||||
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Educação de Jovens e
Adultos (mínimo 15 anos) Ensino Especial |
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Educação
Profissional |
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Exames Vestibulares |
Duração variável segundo o curso | |||||
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Cursos seqüênciais Cursos e Programas de Extensão |
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| Pós-Graduação | Especialização Aperfeiçomento Pós-doutorado |
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| Mestrado | ||||||
| Doutorado | ||||||