Coleção Instituto Jacques Maritain |
DEUS E O HOMEM NA HISTÓRIA DOS SABERES
APRESENTAÇÃO
Se a Religião sem a Razão descampa no fanatismo, como advertia Kant, a Razão sem a Religião vive ao relento, como mostra a história recente. Os agnósticos garantem que a Razão evoluída será capaz de criar uma sociedade virtuosa; mas alguém, maliciosamente, afirmou que uma sociedade de ateus criaria logo uma Religião. Os fatos do século XX nos dizem que a dessacralização apressada da Religião produz religiões civis, que se transformam em ideologias políticas e econômicas, estalinistas e hitleristas, revolucionárias e neoliberais, com milhões de vítimas sacrificadas.
O novo milênio indaga: porque a ética laica parece cansada, enquanto a ética religiosa ainda mobiliza povos e nações? Conseguirá a Razão, sozinha, dar conta da complexidade construtiva e destrutiva do Homem? Porque os mosteiros da Europa nas férias registram lotação total de uma nova categoria de veranistas, os "turistas do sagrado'?
Valendo-se de tuna ampla experiência comunitária, social e acadêmica, em ambientes menos e mais cultos, o autor consegue, com letras fáceis, envolver o leitor em temas profundos. O Dicionário Filosófico-Teológico, no final do livro, dá ordem a certos conceitos, para que as mentes possam entrar em sintonia quando quiserem discutir com elas mesmas ou entre elas.
O profissional liberal, o universitário e o secundarista, o pai e a mãe, o operário, o intelectual, o líder de comunidade, o professor de ensino religioso, o crente e o agnóstico encontram neste livro um material decisivo no momento coletivo do debate e na hora pessoal da escolha, quando esta, fatalmente, terá que ser declarada: Deus ou o Homem? Há mil razões para crer, mil para não crer.