Volta

Instituto Jacques Maritain do Brasil

FRANCO MONTORO: PROFESSOR SOLIDÁRIO

Prof.  LAFAYETTE PUSSOLI

 
A PUC e todos nós perdemos com a morte do saudoso Professor Franco Montoro mas, a democracia brasileira foi a grande perdedora. Preencher a lacuna deixada é tarefa árdua para aqueles - jovens - que exercem a sua cidadania na perspectiva do bem comum.

Fundador da PUC nos anos 40, tornou-se professor emérito nos anos 90. Nunca deixou de ensinar aos seus alunos, na Faculdade de Direito, a teoria da razoabilidade no direito, que busca elementos em Ricasens Siches. É bem verdade que a partir de meados dos anos 60 era muito mais fácil valer-se da teoria pura do direito, que aliás, poderia evitar atritos com o poder reinante no país!

Quem teve o privilégio de ser seu aluno sempre recordará a história do cego, mutilado de guerra e com seu cão-guia, que teve sua passagem franqueada ao entrar no parque, mesmo o porteiro sabendo que havia uma lei - cravada na tabuleta do pórtico - proibindo entrada de cão naquele local. Aliás, o Professor Montoro sempre afirmava: "está nas escrituras: a letra mata, o espírito vivifica."

Neste desfecho de século ser inteligente é, também, ter a capacidade de solucionar problemas. O professor Montoro há muito fazia isto e, neste sentido, era um vocacionado, por isso o Brasil muito lhe deve.

Devemos assumir o compromisso na PUC em criar um Centro de Estudos sobre o pensamento de Franco Montoro, não só para preservar sua memória mas, especialmente, para poder continuar a escola da ética iniciada por ele.

Saudades!

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